quarta-feira, 4 de julho de 2012

Addicted in feeling...!!

Toda a principal história da humanidade foi escrita à conta de sentimentos umas vezes bem, e outras vezes mal formulados e controlados. Nós, seres de tamanho orgulho na nossa racionalidade, não passamos de meros escravos do sentir, meros seres incontroláveis quando o nosso peito atinge o máximo de armazenamento e simples viajantes em busca de algo para aumentar o nosso ego. A verdadeira obra prima de um balanço de humanidade é saber criar raízes sem se fixar realmente em solo firme, é buscar o infinito sem algo que nós faça olhar para trás e sentir a saudade surgir como uma parede intransponível. Mas, nesse caso, em caso de balanço e de uma estabilidade instável não poderíamos usar a palavra "humano", pois a razão controla as maquinas, mas o que nós controla e nos move é o desejo de talvez saber de cor as linhas, os gestos, os sabores e deixar o mundo preencher-nos de dentro para fora. É saber que somos capazes de criar algo invisível, que olhos comuns não são capazes de ver e compreender, pois no fim o que vai realmente importar é o tal mundo invisível que deixamos para trás. Há um mundo que sossega entre o paralelismo anafórico e a loucura, e entre estes dois mundos, em que uns não são capazes de deixar e em que outros desejam, mas não são capazes de viver em constante luminosidade existe outro universo de puro entendimento irracional, de puro sentir que não magoa e não perturba a visão. Como alguém inteligente, da qual identidade não me recordo disse, "há razões que a razão desconhece" mas também há sentimentos que o sentir cria e não conhece, que os olhos vêem e os lábios não conseguem definir. Há momentos que desejávamos controlar e poder mudar, para mais tarde não sentir os inevitáveis danos de tais incontroláveis segundos, para depois podermos sentir que as correntes de algo que desconhecemos nos prende e nos puxa. O mais incrível é perceber que esse algo desconhecido que nós atrai tão insistentemente é algo agradavelmente desagradável, algo que tememos e desejamos. E nesta contrariedade vamos sobrevivendo até que a maturidade, irracionalidade, saber, honestidade (chamem-lhe o que quiserem) surge em confronto e nós leva a repousar por algo em que realmente podemos criar firmes raízes. A realidade é difícil de observar e avaliar quando o sentir se coloca no nosso ângulo de visão, e temos de saber criar os faróis necessários para conseguir criar pontos de visibilidade que nós podem guiar. Mas, no fim de tudo isto, a conclusão é sempre a mesma, pois tudo valeu a pena e tudo faríamos de novo. Pois o efeito do caos persegue-nos e amaldiçoa cada passo. Errar, nunca ceder, viver os melhores momentos do sentir irracional, irritar os deuses e enfrentar o destino, é essa a melhor filosofia. Pois a vida não faz pausa para pensarmos melhor, ela não cede aos nossos desejos sem lutarmos por eles, ela não espera o momento certo, ela ataca quando menos esperamos e deixa-nos cair na incompreensão do inconsciente. Deixemos o vicio tomar conta de nós e não deixemos a vida ser demasiado complicada, pois o mais simples irá ser o que mais importa.

1 comentário:

  1. Olá Marco!! Acho este teu texto interessante. Gosto da forma como escreves e transmites aquilo que te rodeia. E como dizes " o mais simples irá ser o que mais importa" é a frase certa para valorizarmos mais aquilo a que muitos dizem "não têm importância" :)

    P.S. Visita o meu blogue :)

    ResponderEliminar